terça-feira, 4 de novembro de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Cacorrafiofobia.
Os últimos meses tem sido uma prova para mim. Cada um à minha volta criou uma ideia sobre mim para a qual nao sei como contribui, mas cada vez mais luto para manter o nível das expectativas de quem as tem.
Pessoas que me rodeiam, próximas ou distantes, que me compreendem ou que simplesmente me deixam continuar à minha própria maneira, sem pedir esclarecimento sobre o que me fundamenta. O que faco é continuar. Bola pra frente, como diz quem gosto muito.
A pressao é imensa e cada vez mais me sinto desorientada.
Nao sei para onde ir, compreender especificamente o que quero, mas só que desejo tudo e sei que sou capaz.
Cacorrafiofobia. Li isto no blog de uma das pessoas que mais admiro. É um pouco mais nova que eu, mas já tem pré-definido desde o início o que pretende e o que vai realizar. Ela acha que sofre desta fobia, mas acredito que é só um receio desnecessário dela.
Eu,sim, sofro imenso desta fobia. Nao saber o que fazer, mas aguentar os meus movimentos e simplesmente dar o meu melhor, mesmo que nao saiba bem se é o que quero fazer. E luto para manter as altas expectativas de quem dependo - nao falo dos meus pais, que sabem dar-me o devido espaco e tempo para decidir - mas do meu chefe, que me pressiona sem dar por isso; e o meu namorado que com os seus firmes projectos, me faz querer manter o mesmo nível sem falhar. Ser exemplo sem sentir o sucesso dentro me mim, porque nao era o que pretendia inicialmente. De alguma forma, eles devem captar algum talento meu. E captam o meu medo. Medo por ser muito nova, medo por nao ter experiencia, medo que me percebam as falhas.
Nao sei quanto tempo vou precisar para encontrar o que me vai fazer sentir completa. Tenho projectos, mas estar numa cidade sozinha, onde sao poucas as pessoas que me conhecem realmente bem, tirou-me o tapete debaixo dos pés e nao sei o que fazer. Sigo o que me trouxe aqui quando ainda sabia o que queria e empurro-me até encontrar uma saída que me contente.
Preciso de férias.
Pessoas que me rodeiam, próximas ou distantes, que me compreendem ou que simplesmente me deixam continuar à minha própria maneira, sem pedir esclarecimento sobre o que me fundamenta. O que faco é continuar. Bola pra frente, como diz quem gosto muito.
A pressao é imensa e cada vez mais me sinto desorientada.
Nao sei para onde ir, compreender especificamente o que quero, mas só que desejo tudo e sei que sou capaz.
Cacorrafiofobia. Li isto no blog de uma das pessoas que mais admiro. É um pouco mais nova que eu, mas já tem pré-definido desde o início o que pretende e o que vai realizar. Ela acha que sofre desta fobia, mas acredito que é só um receio desnecessário dela.
Eu,sim, sofro imenso desta fobia. Nao saber o que fazer, mas aguentar os meus movimentos e simplesmente dar o meu melhor, mesmo que nao saiba bem se é o que quero fazer. E luto para manter as altas expectativas de quem dependo - nao falo dos meus pais, que sabem dar-me o devido espaco e tempo para decidir - mas do meu chefe, que me pressiona sem dar por isso; e o meu namorado que com os seus firmes projectos, me faz querer manter o mesmo nível sem falhar. Ser exemplo sem sentir o sucesso dentro me mim, porque nao era o que pretendia inicialmente. De alguma forma, eles devem captar algum talento meu. E captam o meu medo. Medo por ser muito nova, medo por nao ter experiencia, medo que me percebam as falhas.
Nao sei quanto tempo vou precisar para encontrar o que me vai fazer sentir completa. Tenho projectos, mas estar numa cidade sozinha, onde sao poucas as pessoas que me conhecem realmente bem, tirou-me o tapete debaixo dos pés e nao sei o que fazer. Sigo o que me trouxe aqui quando ainda sabia o que queria e empurro-me até encontrar uma saída que me contente.
Preciso de férias.
terça-feira, 27 de maio de 2008
A Sofia...
-chega a casa e liga sempre o computador e pega no telefone antes de tirar os sapatos
-dá em louca por causa do chefe, mas fica satisfeita quando lê "a big THANK YOU" escrito por ele
-tem saudades de muitas pessoas e se pudesse teletransportava-se mais frequentemente para casa
-sente falta de cantar em casa e ter companhia para tal
-acha piada quando o Kilian arrota
-fica contente por já conseguir dizer piadas em alemão
-tem de aprender a beber mais cerveja para acompanhar o ritmo de Berlim
-admira o pai, adora a mãe, se pudesse comprava mais prendas para a sobrinha, e conversava mais com a irmã e o "irmão"
-gosta muito de ler, mas de manhãzinha o sono só lhe deixa ouvir música nos ouvidos
-fala de muitas coisas sem importância com o namorado, porque já esgotou os temas de conversa bons
-irrita-se facilmente por vezes
-gosta de conhecimento, muito
-só conseguiu uma vez tirar a carica de uma garrafa com um instrumento qualquer; todas as outras vezes falhou
-não evita meter conversa quando encontra gente portuguesa em berlim
-dá em louca por causa do chefe, mas fica satisfeita quando lê "a big THANK YOU" escrito por ele
-tem saudades de muitas pessoas e se pudesse teletransportava-se mais frequentemente para casa
-sente falta de cantar em casa e ter companhia para tal
-acha piada quando o Kilian arrota
-fica contente por já conseguir dizer piadas em alemão
-tem de aprender a beber mais cerveja para acompanhar o ritmo de Berlim
-admira o pai, adora a mãe, se pudesse comprava mais prendas para a sobrinha, e conversava mais com a irmã e o "irmão"
-gosta muito de ler, mas de manhãzinha o sono só lhe deixa ouvir música nos ouvidos
-fala de muitas coisas sem importância com o namorado, porque já esgotou os temas de conversa bons
-irrita-se facilmente por vezes
-gosta de conhecimento, muito
-só conseguiu uma vez tirar a carica de uma garrafa com um instrumento qualquer; todas as outras vezes falhou
-não evita meter conversa quando encontra gente portuguesa em berlim
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Escritos
Rodam na cabeça os sentimentos que me alicerçam as ideias, mas insisto em deixar a folha em branco.
Ainda me sinto uma criança de corpo adulto. Como se os anos passassem, corpo e ideias amadurecendo, mas no interior sou a mesma do início. Fui absorvendo o crescimento que só me enrijeceu como o tronco de uma árvore, mas a essência é infantil.
Escrevo com a mesma caligrafia da minha mãe.
Já não faço sentido, nem para mim. Adaptei-me no entanto ao meu próprio mundo e ideias, onde estas só parecem ter beleza para mim. E espero somente que alguém esteja em sintonia com elas, para me sentir realizada e menos só.
Sempre desenhei uma espécie de cubos indefinidos, onde risco cobre risco, para tapar a imperfeição do início. No final não passa de um simples cubo vago, sem conteúdo nem beleza, mas por vezes no que é vago encontramos a nossa própria ideia de genialidade.
Ainda me sinto uma criança de corpo adulto. Como se os anos passassem, corpo e ideias amadurecendo, mas no interior sou a mesma do início. Fui absorvendo o crescimento que só me enrijeceu como o tronco de uma árvore, mas a essência é infantil.
Escrevo com a mesma caligrafia da minha mãe.
Já não faço sentido, nem para mim. Adaptei-me no entanto ao meu próprio mundo e ideias, onde estas só parecem ter beleza para mim. E espero somente que alguém esteja em sintonia com elas, para me sentir realizada e menos só.
Sempre desenhei uma espécie de cubos indefinidos, onde risco cobre risco, para tapar a imperfeição do início. No final não passa de um simples cubo vago, sem conteúdo nem beleza, mas por vezes no que é vago encontramos a nossa própria ideia de genialidade.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
My princess
Hoje em dia, raramente a vejo, depois de me ter mudado para outro país. Mas é um dos meus maiores orgulhos, ver a pequena crescer de forma genial. Sempre que chego, de dois em dois meses, porque é o máximo que aguento sem ver e abraçar a minha família, conta-me sempre algumas novidades da escola e dos brinquedos novos que tem. Exibe sempre a cor vermelha das unhas e conta-me que foi a mãe que pintou. Não pára de pinchar quando a tento vestir e gosta que lhe ponha algo de meu no cabelo, para ficar ainda mais bonita. E gosta que lhe leia as anedotas da revista dela vezes sem conta.De manhã, ao domingo, vem acordar-nos para irmos tomar o pequeno-almoço. E quando ainda não me apetece sair da cama, digo-lhe "vai chamar a mãe primeiro", e lá vai ela "mããããe, acorda!" (e não tem piedade nenhuma!) e de novo ouve "vai chamar a tia primeiro" :)
Peguei nela logo que saiu da sala de parto, e era pequenina e enrugada. Foi crescendo e a certa altura já andávamos alguns a cantar Adriana Calcanhotto animadamente para que ela comesse a comida toda. Hoje já quase sabe ler, o que é um Ipod e gosta de borboletas. E partilha as bolachas sem qualquer problema.
quinta-feira, 27 de março de 2008
O disco da minha infância
Na salinha onde todos parávamos para descansar. Logo à entrada de casa, apertávamo-nos todos entre os sofás e ouviam-se conversas, planos de barbecue junto à piscina, jogos de cartas, bilhar, pesca e papagaios ao vento.
Não havia televisão nesta sala (excepto nas alturas em que a lá colocávamos por iniciativa), mas havia um gira-discos velho, acompanhado por um par de vinis que restavam para dar uso ao aparelho. Um deles era o nosso preferido, azul coberto por corações vermelhos, quase palpitantes, já demasiado pirosos para alguns de nós.
E mais uma vez, experimentávamos pô-lo a tocar:
Não havia televisão nesta sala (excepto nas alturas em que a lá colocávamos por iniciativa), mas havia um gira-discos velho, acompanhado por um par de vinis que restavam para dar uso ao aparelho. Um deles era o nosso preferido, azul coberto por corações vermelhos, quase palpitantes, já demasiado pirosos para alguns de nós.
E mais uma vez, experimentávamos pô-lo a tocar:
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